Gosto tanto de ter um blog. Da idéia de ter um blog. Apesar de estar quase me formando em jornalismo, e de conhecer todas as modernas possibilidades dessa ferramenta, eu ainda gosto do uso pessoal. Diarinho. Poder falar tudo que se passa na minha vidinha, ter um espaço só meu, no meio dessa correria toda que é a vida...
Mas as vezes o tornar público me atropela. E eu guardo pra mim. Por cinco meses, dessa vez.
E aí eu fico chateada, tentando pensar em como recuperar o tempo perdido. Em como dividir com vocês tudo de cool que aconteceu nesses meses todos... Como contar todos os filmes que eu assisti, as peças de teatro, os shows, os seriados... que eu gostaria que vocês também tivessem visto?! Como dizer que minha vida mudou tanto que, por exemplo, agora eu vou ser titia?! Ou contar da promoção maravilhosa que peguei na livraria, de livros ótimos por dez reais?! Ou do meu novo vício por comprar coisas em farmácias?!...
Eu acho que dividir é uma forma de somar. Por isso eu gosto do blog. Dividir experiências, descobertas, curiosidades, gostos, risadas, choros, amores, sensações. Não importa o quanto você me conheça... talvez você se identifique. E talvez, e mais importante, eu consiga realmente entender tudo que está acontecendo, nessa vida que passa cada vez mais rápido.
Estou com saudades, e não é só daqui. É, por exemplo, dos amigos que passam pela nossa vida e vão embora sem que possamos nos despedir. Acho injusta a maneira como as pessoas se afastam, e a gente se afasta também. Por mais que eu acredite que, como diz o poema, ninguém vai só nem nos deixa só, eu queria manter mais... Manter a casa cheia, a luz acesa, os sorrisos brilhando... Manter a vida em paz, cercada daqueles que a gente conta nos dedos...
Saudades também, por exemplo, de passar mais tempo com minha família... De participar mais, de apoiar mais, de ouvir mais hisórias, de acompanhar mais o dia-a-dia. De comer comidinha da mamãe, de brigar de mentirinha com minha irmãzinha, de sentir o perfume do papai.
Mas a gente cresce, faz escolhas... e a vida vai passando. E isso tudo às vezes parece cruel. Sentir saudades é cruel. Por que não há nada que possamos fazer: não vamos voltar no tempo. Aquela que costumava ser minha melhor amiga... eu não vejo há tanto tempo que ela não sabe mais por quem eu estou apaixonada ou o corte de cabelo que eu uso. E essa coisa chamada carreira, que eu estou começando a construir, me faz morar há quilômetros da casa da minha mãe. E não há motivos para eu acreditar que isso vá mudar, porque, na verdade, eu estou aqui por causa das escolhas que eu fiz.
Então, o blog pessoal, o diarinho (pensem o que quiserem)... é uma forma de nos manter unidos. Como foram um dia as conversas em volta da fogueira, as cartas, os longos telefonemas...
Vida, me lembre sempre de ter tempo para o que é importante para mim.
#amexrules – Sync, Tweet, Save
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Depois de lançar sua plataforma Sync no Foursquare no SXSW 2011, como foi
já contado por aqui, a American Express lança mais uma forma dos seus
cliente...
8 horas atrás


1 comentários:
Bem, ao menos a saudade do povo da sala você mata segunda. E penso o mesmo sobre escolhas: a gente faz, a gente perde muito com elas, mas faz, porque sabe que é preciso fazê-las, e acredita (se não não as faríamos) que estamos perdendo por um lado mas que estamos ganhando (e mais) por outro. E é isso mesmo. Te admiro muito por tocar sua vida independente como o faz. Eu não sou capaz, e apesar de homem, sou bem dependente da segurança de ter mamãe sempre à espreita. Te admiro muito por isso. E pelo seu cabelo fashion também, vá lá. Mas mais por isso. E, claro, por aquilo que faz você tirar notas mais altas que eu. A tal da inteligência. Chata. Beijo. Até segunda.
(Detalhe: sexta eu fui à aula. Único. Outro detalhe: João de Castro me mandou embora, me chamou de doido e disse que nem que a vaca tossisse ele dava aula só pra mim.)
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