Gostei mais da concepção do que da realização da exposição em si, mas confesso que me surpreendi com os objetos que despertam a interatividade, como os espelhos e o brechó eletrônico.
Como falei de conceitos... com a palavra, a curadora, Glaucia Amaral:
Por que, no Brasil, temos que seguir a moda que vem de fora? Por que aceitar o enquadramento do gosto por uma estética colonizadora, quando ela é até uma agressão ao corpo, contrária ao nosso clima e à forma de vida em um país tropical? Como os mesmos códigos do trajar e posturas de outras épocas se repetem até hoje nas atitudes e nas convenções dos grupos? A força de comunicação da mídia (televisão, jornal, revista, internet...), estimula o consumo e propõe códigos que influenciam e uniformizam as escolhas das pessoas.
Um texto do pensador italiano Umberto Eco, do livro Psicologia do Vestir: O Hábito Fala pelo Monge, foi importante na definição do conceito da exposição, pois analisa a linguagem do vestuário e seus códigos, sua importância para entender a sociedade e toda as suas formas de falar. Ele termina dizendo: “Porque a sociedade, seja de que forma se constituir, ao constituir-se, ‘fala’. Fala porque se constitui e constitui-se porque começa a falar. Quem não sabe ouvi-la falar onde quer que ela fale, ainda que sem usar palavras, passa por essa sociedade às cegas: não a conhece, portanto não pode modificá-la.”
Mais? Aqui.


2 comentários:
Oi você :)
Tava lendo seus posts, juro que adorei.
Até :*
A ultima exposição que visitei faz tanto tempo que não lembro...
Me sinto tão... leigo de uns tempos pra cá.
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